
Nos últimos meses, a CIDSE organizou dois Diálogos Virtuais sobre Mudança SistêmicaReunindo atores religiosos globais, comunidades de base, povos indígenas e a sociedade civil em geral para refletir e aprofundar a atual crise climática a partir de uma perspectiva sistêmica e para abrir nossos corações e mentes enquanto caminhamos rumo à COP30, a Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC), e à Cúpula dos Povos no Brasil. Com 2025 marcando o Ano do Jubileu, sob o tema “Peregrinos da Esperança” Temos embarcado numa jornada coletiva de fé e num renovado compromisso moral e espiritual para salvaguardar a nossa casa comum, com os diálogos a servirem como espaços de reflexão e discernimento partilhado ao longo do caminho.
Nos reunimos para um primeiro diálogo em 9 de julho sobre o tema “Reconstruindo futuros para além do vício extrativista e das falsas soluções.”, seguido por um segundo evento em 17 de setembro sobre o tema “Dívida ecológica e climática: enraizada na responsabilidadeEsses diálogos foram elaborados em colaboração com organizações membros da CIDSE e aliados do Norte Global e do Sul Global [1]. Reunindo 157 participantes de 44 países em seis continentes [2], os diálogos foram um espaço de encontro e esperança compartilhada, rejeitando a narrativa dominante de que “É tarde demais e não há esperança de reverter o caminho que estamos trilhando.".
Por meio dos diálogos, recebemos uma riqueza de sabedoria — incluindo depoimentos poderosos, de Nicolas Omonuk, um ativista ugandense pela justiça climática., Patricia Gualinga, defensora dos direitos humanos e dos direitos à terra, do povo Kichwa de Sarayaku, na Amazônia equatoriana, e a Irmã Laura Vicuña, líder indígena do povo Kariri, no Brasil – Reflexões críticas, apelos ousados à ação e mensagens comoventes de esperança e solidariedade.
Essa sabedoria de todos os participantes foi cuidadosamente reunida e compilada em dois documentos fundamentais:

Esperamos que o Manifesto de Belém, um coletivo Chamada para Ação, direcionado principalmente a governos e instituições internacionais.Isso pode servir como um lembrete da responsabilidade urgente e das medidas concretas necessárias para enfrentar a crise climática, e de que essa mensagem será levada às negociações e a outros espaços durante a COP30.

Além disso, compartilhamos um Mensagem de Solidariedade para ativistas, organizadores comunitários, comunidades da linha de frente e participantes da sociedade civil em viagem para Belém que pode ser uma fonte de inspiração, coragem e força ao atuarem nesses espaços.
O apelo à ação dos Diálogos sobre Mudança Sistêmica será apresentado em uma sessão especial do CIDSE 60.th Evento comemorativo em Belém, no dia 14 de novembro, onde serão apresentados os próximos passos rumo à COP31.
Informações adicionais
[1] As seguintes organizações ajudaram-nos a moldar em conjunto os Diálogos de Mudança Sistémica:

[2] Argélia, Argentina, Bélgica, Botsuana, Brasil, Burundi, Camarões, Canadá, Colômbia, República Democrática do Congo, Equador, França, Alemanha, Gana, Guatemala, Honduras, Irlanda, Itália, Quênia, Líbano, Madagascar, Malaui, Mali, Moçambique, Mianmar, Nova Zelândia, Nigéria, Palestina, Filipinas, Portugal, Rússia, Ruanda, Singapura, África do Sul, Espanha, Suíça, Tanzânia, Países Baixos, Uganda, Ucrânia, Reino Unido, Estados Unidos, Zâmbia, Zimbábue.
Contactos:
– Bruxelas: Nicky Broeckhoven, Diretor de Mudança Sistêmica (broeckhoven(at)cidse.org)
– Belém: Winnie Nalubowa, Voluntária em Mudança Sistêmica e Energia e Extrativismo (Nalubowa(at)cidse.org)
Foto da capa: Winnie Nalubowa, da CIDSE, apresentando o Manifesto de Belém em um evento em Belém. © CIDSE.

